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sábado, 5 de fevereiro de 2011

NINGUÉM É UMA ILHA

Letícia Thompson
Colhemos o que plantamos. Precisamos estar conscientes que tudo o que fazemos tem uma repercursão um dia ou outro.
Mas colhemos também o que não plantamos. Como estamos nessa terra imensa que gira, gira e sempre volta ao mesmo lugar, colhemos o que plantam outras pessoas, feliz e infelizmente.
Colhemos o que plantam nossos filhos, pais, amigos... e a sociedade de forma geral. Todos os caminhos que escolhemos geram mudanças nas vidas de outras pessoas e vice-versa.
Se fôssemos uma ilha, tudo estaria centrado em nós. Teríamos o mundo em volta e sobreviveríamos. Mas não... não somos uma ilha e precisamos uns dos outros.
Uma ilha, por mais bela que seja, isolada no meio de um oceano, sem dar e sem receber, não passa de uma ilha solitária.
Não podemos viver sós, a sós, só pensar em nós. Não fomos feitos pra isso. Precisamos de amor, compreensão, do dar e receber, de mãos estendidas e precisamos compartilhar.
O convívio com outras pessoas é enriquecedor e acontece de ser também cheio de desapontamentos, o que nos faz crer que seria melhor evitar relacionamentos.
Muitas vezes é justamente quando alguma coisa dói em nós que nos sentimos vivos. Percebemos que ainda temos sensibilidade, emoções que se afloram e nos fazem até chorar, mas são elas que dão sentido à nossa vida.
Precisamos sentir a vida e os corações que pulsam dentro dela, provar do amargo e do doce e ter a certeza de não estarmos sós.
A solidariedade é a ponte que vai nos ligando uns aos outros, como uma grande corrente onde mãos se tocam e se sustentam e dizem ao mesmo tempo: "preciso de você" e "pode contar comigo."

TEXTO MOTIVACIONAL - O VINHO E A ÁGUA

Nos Alpes Italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para a produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa  para comemorar o Sucesso da colheita.
A tradição exigia que nessa festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, o de maior sucesso, para colocar dentro do barril  grande que ficava na praça central.
Um dos moradores pensou: "PORQUE  deverei levar uma garrafa  do meu  mais  puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto de vinho o meu nao fara falta ". ASSIM pensou e fez.
Conforme o costume,  em determinado momento todos se reuniram praça onde CADA UM com sua caneca  iriam provar aquele  vinho, cuja fama se estendia das fronteiras, muito além do país.
Contudo, ao abrir uma torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Não saiu vinho do barril ... Saiu água!
"A Ausência da minha parte nao fara falta" foi o pensamento de cada um dos Produtores...
Autor desconhecido

REFELEXÃO FINAL:
Muitas vezes somos conduzidos por uma forma individualista de pensar, sem refletir até que ponto isso pode prejudicar o outro? Quando esse egoismo se torna coletivo,  todos terminan sofrendo as consequência dessa atitude  antiética. Podemos mudar a forma de pensar e agir como o menino que jogava de volta as estrela ao mar. Ao ser questionado que existiam milhões de estrelas do mar jogadas na areia da praia, e que elas iriam morrer, o menino jogou a estrela de volta ao mar e disse para essa eu fiz diferença.  Que tal fazer a nossa parte e tornar o mundo mais humanizado?
Maria José de Azevedo